Diarista da Costura Ganha Mais na Crise e Corta Gastos dos Clientes


Diarista de costura ganha mais com a crise e corta gastos dos clientes

Foi só a crise apertar que o trabalho aumentou. Dona Íris passou a costurar todos os dias da semana para dar conta das reformas e dos consertos.

O dia de dona Íris começa bem cedo. Ela chega às 8h30 no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro. É lá a mina de ouro onde ela garimpa clientes para driblar a crise. Íris foi chamada por Eleonora para uma missão. Dona Helena, a mãe de Eleonora, vai a um casamento com a família e precisa de um vestido novo. É um luxo: uma costureira que vai em casa.

Por R$ 180 a diária, os clientes podem ter vários problemas resolvidos. E o que parece um luxo se torna até barato. Foi só a crise apertar que o trabalho aumentou. Dona Íris passou a costurar até mais tarde, todos os dias da semana, para dar conta dos pedidos. São reformas, consertos.

O amor de dona Íris pela costura é bem antigo. Ela tem 53 anos e trabalha desde os 12. Foi babá, foi doméstica, mas gostava de costura, e sozinha ela aprendeu a profissão que hoje sustenta ela e parte da família.

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Fonte da Imagem: g1.globo.com

Fonte: G1 – Globo Repórter

Outro Exemplo Incrível de Empreendimento na Costura com a Crise.

De um ano pra cá, centenas de milhares de brasileiros passaram a trabalhar por conta própria porque perderam o emprego. E muitos não têm do que se queixar.

A arquitetura sempre foi um sonho pra Gabriela Carvalho. Ela trabalhava num escritório e estava feliz da vida. Só que em junho veio a demissão.

“Claro que foi um baque, mas eu não me deixei abater”, garante a artesã.

Depois da demissão, a Gabriela aprendeu a costurar sapatinhos de bebê. O primeiro molde ela pegou na internet.

“Só fiz um e coloquei a foto desse pezinho que eu fiz numa rede social e no dia seguinte chegaram 18 encomendas. E aí eu resolvi fazer e nunca mais parei”, conta ela.

A Gabriela faz 200 sapatinhos por mês. Ela paga imposto, dá nota fiscal, faz tudo certinho. E cada dia está com mais clientes.

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É tempo de mudança pra muitos brasileiros. A última pesquisa do IBGE mostrou que o desemprego está subindo e atingiu 8,7% no final de agosto. Em 12 meses, diminuiu o número de trabalhadores com carteira e aumentou os que trabalham por conta própria.

O diretor superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, diz que a hora da demissão pode ser um bom momento pra abrir o próprio negócio, mas tem que planejar bem. “Precisa estudar e precisa escolher bem esse ramo de atividade. Nesse momento em que a pessoa não tem muito dinheiro pra investir, abrir uma empresa que demande pouco investimento pode ser uma boa”, indica.

Fonte: Jornal Nacional