O futuro profético dos ESTADOS UNIDOS na Bíblia

O futuro profético dos ESTADOS UNIDOS na Bíblia

É uma imensa satisfação tê-los aqui, fazendo parte desta família que busca compreender os mistérios da Bíblia sem cair em especulações vazias ou fanatismos.

O futuro profético dos ESTADOS UNIDOS na Bíblia

Atendendo a inúmeros pedidos da nossa comunidade, o tema central desta reflexão será o papel dos Estados Unidos na profecia bíblica, especificamente à luz do livro do Apocalipse. Vivemos tempos de intensa movimentação geopolítica, onde a influência norte-americana se faz sentir de maneira hegemônica em diversas nações, levantando questões sobre como esses eventos se alinham com as antigas escrituras. Antes de mergulharmos no texto sagrado, gostaria de estender minha gratidão a todos que acompanham de diferentes partes do Mundo. A interação de vocês é o combustível deste trabalho. Aproveito também para pedir para escreva nos comentários o nome de pessoas , parentes ou amigos que precisa de oração. Iremos adicionar todos esses nomes na oração com o Santa Rosário.

Quando observamos o panorama mundial atual, com tensões crescentes envolvendo potências ocidentais e nações como a Venezuela ou o Irã, surge a inevitável pergunta: estamos presenciando o despertar de um novo tipo de imperialismo profetizado? Para responder a isso com responsabilidade, precisamos olhar para o coração do livro do Apocalipse, especificamente os capítulos 12, 13 e 14. O capítulo 13 nos apresenta duas figuras simbólicas, descritas como “bestas” ou criaturas selvagens. A primeira emerge do mar, possuindo sete cabeças e dez chifres, uma amálgama de impérios passados com características de leopardo, urso e leão. Esta entidade recebe autoridade e poder, fascinando o mundo inteiro. A segunda criatura, por sua vez, emerge da terra; ela possui dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas sua fala carrega o poder de um dragão. O texto bíblico descreve uma simbiose entre esses dois poderes, onde a segunda entidade exerce a autoridade da primeira, implementando um sistema de controle global que afeta o comércio e a adoração.

Para compreender a aplicação profética desses símbolos, é fundamental fazermos uma distinção técnica entre “governo mundial” e “governança mundial”. Muitas teorias da conspiração focam na ideia de um governo único, centralizado, com um ditador global e a abolição das soberanias nacionais. No entanto, a realidade histórica e a descrição bíblica parecem apontar para outra direção: a governança. Um governo mundial clássico, com um exército único e leis globais absolutas, é uma teoria que nunca se concretizou na prática. Já a governança mundial é uma realidade vigente. Ela se manifesta através de redes descentralizadas, acordos multilaterais e normas técnicas que regem o mundo sem a necessidade de um trono único. Exemplos claros disso são os protocolos de aviação civil, as regras do comércio internacional e os padrões bancários de compliance. Países mantêm seus presidentes e fronteiras, mas submetem-se a regras globais para não ficarem isolados do sistema. O Apocalipse parece descrever exatamente esse cenário: reis da terra que mantêm seu poder, mas o entregam a uma entidade maior, operando por influência, intimidação e consenso, e não necessariamente por ocupação territorial direta.

Analisando a primeira criatura, aquela que surge do mar, a interpretação histórica e teológica, desde os pais da igreja até os reformadores, associa-a a Roma e à continuidade de seu sistema de poder ao longo dos séculos. O “mar”, na linguagem profética, frequentemente simboliza povos, multidões e nações em agitação, um cenário de caos e conflito de onde emergem impérios conquistadores. Esta primeira entidade busca adoração e exerce um domínio que seduz a humanidade. Porém, o foco de nossa análise recai sobre a segunda criatura, aquela que sobe da “terra”. Se o mar representa regiões densamente povoadas e conflituosas (como a Europa e o Oriente Médio histórico), a terra representa o oposto: um local de aparente tranquilidade, ou uma região geográfica que, no momento de seu surgimento como potência, era escassamente povoada ou isolada dos grandes conflitos do Velho Mundo.

É neste ponto que, desde o século XIX, diversos estudiosos das profecias começaram a notar uma correlação impressionante entre a segunda criatura e o surgimento dos Estados Unidos da América. A profecia indica que esta segunda potência surgiria de um lugar silencioso (“terra”) e teria uma aparência pacífica, semelhante a um cordeiro — símbolo de inocência e, no contexto cristão, até de valores religiosos. Os Estados Unidos nasceram fundamentados na liberdade civil e religiosa, como um refúgio para aqueles que fugiam da perseguição europeia. Contudo, o texto adverte que, apesar da aparência de cordeiro, essa entidade falaria como um dragão. Isso sugere uma transformação de caráter: uma nação que começa com princípios de liberdade, mas que passa a exercer uma autoridade coercitiva global, capaz de fazer “descer fogo do céu” — uma possível alusão ao seu poderio bélico e tecnológico inigualável, ou à sua capacidade de enganar através de falsos sinais e narrativas controladas.

A hegemonia americana moderna encaixa-se na descrição de uma governança global que opera por influência econômica e cultural, mais do que por decretos imperiais diretos. Diferente dos impérios antigos que anexavam territórios, a influência moderna dos EUA com Trump, se dá através da onipresença de sua moeda, de sua língua (que se tornou o idioma universal), de seus produtos e de sua cultura. Eles estabelecem as regras do jogo financeiro mundial; sanções econômicas decididas em Washington podem colapsar a economia de qualquer nação adversária, impedindo-a de “comprar ou vender” no mercado global. Autores contemporâneos, como Niall Ferguson, descrevem os EUA como um “império relutante” ou um “império que não ousa dizer seu nome”, pois exercem poder imperial negando o rótulo de imperialistas, sempre sob a bandeira da defesa da liberdade e da democracia, o que ressoa com a descrição bíblica de um poder que “engana” os habitantes da terra com sua retórica.

Ao observarmos os movimentos recentes, como as posturas mais agressivas em política externa e a retórica de “fazer a América grande novamente”, vemos sinais de que essa potência busca reafirmar seu domínio global de maneira mais incisiva. A Bíblia descreve a segunda besta agindo como uma espécie de “ministro da propaganda” da primeira, criando um sistema onde a lealdade ao sistema global é obrigatória. Não se trata de demonizar líderes específicos ou partidos políticos, mas de ter discernimento espiritual. Deus, em Sua soberania, muitas vezes utiliza nações e líderes seculares, com todas as suas falhas e ambições, para cumprir Seus propósitos na história, assim como usou a Babilônia ou a Pérsia no passado. Portanto, a queda de regimes ditatoriais ou mudanças geopolíticas podem ser vistas como positivas em um nível humanitário imediato, sem que isso signifique que a potência que causou a mudança seja moralmente pura ou divinamente sancionada em suas intenções.

Devemos, portanto, evitar a armadilha de uma leitura simplista que divide o mundo entre “mocinhos e vilões” políticos. O cenário do fim dos tempos é complexo e envolve um engano que pode seduzir até mesmo os escolhidos. A grande tentação para muitos cristãos hoje é a polarização política que cega para a realidade espiritual. A segunda besta realiza sinais, promove uma união global em torno de uma agenda que parece resolver os problemas do mundo, mas que, em última análise, afasta a humanidade da adoração ao verdadeiro Criador. Se os Estados Unidos continuarão a desempenhar esse papel de liderança em uma governança global que impõe restrições de consciência, isso se alinha fortemente com as advertências proféticas sobre um poder que tem aparência cristã (cordeiro), mas atitudes draconianas.

Concluo convidando cada um de vocês a não se contentarem com notícias superficiais ou interpretações baseadas no medo. O estudo sério da Bíblia é o único antídoto contra o engano nos tempos finais. Não posso afirmar categoricamente datas ou garantir que líderes atuais sejam os anticristos finais, mas posso afirmar que o cenário atual é muito semelhante ao descrito nas Escrituras para o tempo do fim. É urgente que tenhamos maturidade teológica. Por isso, reforço o convite para que se juntem a nós na plataforma “Bíblia Comentada”, onde estudaremos doutrinas diariamente, construindo um alicerce sólido que nenhuma crise global poderá abalar. Que possamos observar os sinais dos tempos não com pavor, mas com a esperança daquele que sabe que, no final da história, a vitória pertence a Cristo.

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Sobre o Autor

artesanatototal
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Sou Fabio Russo, desenvolvedor e administrador do site Artesanato Total desde 2015. A mais de 25 anos trabalho com diversos nichos de sites na Internet, sempre presando a qualidade em todos os projetos.

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