Catarina, a Grande e o mito bizarro do cavalo. Verdade ou fofoca?

Catarina, a Grande e o mito bizarro do cavalo

Catarina II da Rússia, mundialmente conhecida como Catarina, a Grande, permanece como uma das figuras mais imponentes e fascinantes da história europeia. Governando o vasto Império Russo por mais de três décadas no final do século XVIII, ela foi responsável por uma era de ouro que expandiu fronteiras, modernizou a administração estatal e promoveu as artes e o Iluminismo.

Catarina, a Grande e o mito bizarro do cavalo

No entanto, apesar de sua astúcia política e de seu intelecto afiado, o legado de Catarina é frequentemente ofuscado por um mito grotesco e persistente que nada tem a ver com seus decretos ou batalhas. Trata-se da lenda urbana, completamente infundada, de que a Imperatriz teria encontrado seu fim de maneira trágica e bizarra enquanto tentava manter relações íntimas com um cavalo. Essa narrativa, embora absurda, fixou-se no imaginário popular, transformando uma governante complexa em alvo de escárnio histórico.

Para compreender a dimensão dessa fabricação, é necessário abordar o conteúdo do boato com a devida cautela e distanciamento crítico. A história, que circulou clandestinamente após sua morte, alegava que Catarina havia ordenado a construção de um mecanismo de suporte especial para sustentar o animal sobre si. Segundo essa invenção maliciosa, o dispositivo teria falhado no momento crucial, resultando no esmagamento da monarca pelo peso do equino. É vital esclarecer, desde o início, que não existe absolutamente nenhuma evidência histórica, registro médico ou testemunho ocular que dê qualquer credibilidade a esse cenário. Pelo contrário, todos os documentos oficiais e relatos de pessoas próximas à corte confirmam que essa história foi uma invenção posterior, criada com o intuito específico de humilhar a memória de uma mulher que ousou deter poder absoluto em um mundo dominado por homens.

A verdade sobre a morte de Catarina, ocorrida em novembro de 1796, é muito mais prosaica e condizente com a realidade médica de uma senhora de 67 anos. Na manhã de sua morte, a Imperatriz levantou-se cedo, como era seu hábito, tomou seu café e dirigiu-se ao seu quarto de vestir para suas necessidades matinais. Preocupados com sua demora excessiva, seus assistentes acabaram por entrar no aposento e a encontraram caída no chão, com o rosto avermelhado e respiração difícil. O médico da corte, Dr. John Rogerson, foi imediatamente convocado e diagnosticou o que na época chamavam de apoplexia, e que hoje identificamos como um grave acidente vascular cerebral (AVC). Catarina jamais recuperou a consciência, permanecendo em estado de coma e expirando pacificamente em sua cama na noite seguinte, cercada por seus criados e sucessores, muito longe de qualquer estábulo ou criatura equina.

A origem desse mito infame não reside em fatos, mas sim na virulenta propaganda política da época, particularmente emanada da França revolucionária e de aristocratas poloneses ressentidos com a política expansionista russa. Catarina era vista por muitos na Europa não apenas como uma monarca formidável, mas como uma usurpadora — tendo ascendido ao trono após a deposição e morte suspeita de seu marido, Pedro III. Além disso, sua oposição firme à Revolução Francesa a tornou alvo preferencial dos panfletários republicanos em Paris. Naquela época, a calúnia sexual era uma arma política padrão; atacar a moralidade sexual de uma rainha era a maneira mais eficaz de deslegitimar sua autoridade política. Maria Antonieta, na França, sofreu campanhas difamatórias semelhantes, com acusações igualmente vis e falsas sobre sua vida privada.

É inegável que a vida íntima de Catarina fornecia munição real para seus detratores, embora nada que se aproximasse da zoofilia. A Imperatriz era conhecida por ter tido uma série de favoritos oficiais, homens que não apenas compartilhavam seu leito, mas que frequentemente ascendiam a altas posições de poder no governo e no exército, como o famoso Grigory Potemkin. Ao longo de sua vida, estima-se que ela tenha tido cerca de doze amantes importantes, um número que, se fosse atribuído a um rei homem da mesma época — como Luís XIV ou Henrique VIII —, seria considerado modesto ou até esperado. No entanto, por ser uma mulher exercendo poder supremo sem um marido ao lado, seu apetite, tanto político quanto pessoal, foi demonizado e exagerado até atingir proporções monstruosas nas mãos de seus inimigos.

O mito do cavalo serve, portanto, como um estudo de caso sobre a misoginia histórica e a maneira como a sexualidade feminina no poder é tratada como algo perigoso e antinatural. A narrativa não buscava apenas dizer que Catarina era “imoral”, mas sim desumanizá-la completamente, sugerindo que sua “fome” era tão insaciável que nenhum homem humano poderia satisfazê-la, forçando-a a recorrer a bestas. Essa é uma metáfora brutal para o medo que seus contemporâneos masculinos sentiam de sua ambição voraz e de sua competência. Ao reduzi-la a uma figura de piada obscena, os propagandistas tentavam neutralizar a ameaça que ela representava à ordem patriarcal estabelecida, transformando a “Grande” Catarina em uma caricatura de perversão.

Além da França, a nobreza da corte russa também desempenhou seu papel na disseminação de fofocas, muitas vezes impulsionada pelo próprio filho e herdeiro de Catarina, o Imperador Paulo I. Paulo odiava sua mãe, a quem culpava pela morte de seu pai e por ter usurpado o trono que ele acreditava ser seu por direito. Durante seu breve reinado, ele tentou desfazer muitas das obras de Catarina e não se esforçou para proteger a memória materna contra as difamações que circulavam nos salões europeus. O ambiente de intriga palaciana em São Petersburgo era fértil para a criação de lendas sombrias, onde sussurros sobre os “testes” pelos quais os amantes de Catarina passavam — supostamente verificados por suas damas de companhia — se transformavam em contos fantásticos de depravação absoluta.

Historicamente, é interessante notar como a lenda ganhou tração e sobreviveu por séculos, muito depois de o contexto político original ter desaparecido. Parte disso se deve à natureza chocante do relato; o tabu envolvido é tão extremo que garante que a história seja repetida, mesmo que apenas como uma curiosidade mórbida. No entanto, historiadores modernos e biógrafos sérios, como Simon Sebag Montefiore e Robert K. Massie, dedicaram-se a desmontar essas falácias, devolvendo a Catarina a dignidade de sua humanidade. Eles mostram uma mulher que, sim, buscava afeto e companhia — muitas vezes pagando caro por isso — mas cuja vida girava centralmente em torno da administração de um império complexo, da correspondência com filósofos como Voltaire e Diderot, e da coleção de arte que formaria a base do Museu Hermitage.

Ao analisarmos a cronologia dos boatos, percebe-se que as versões mais grotescas sobre a morte de Catarina só ganharam força impressa anos após seu falecimento. Durante sua vida, ela era frequentemente retratada em caricaturas britânicas e francesas como uma mulher de apetites vastos, devorando impérios vizinhos como se fossem refeições, numa fusão simbólica de gula territorial e luxúria. A transição dessa metáfora política para a lenda literal do cavalo demonstra como a sátira pode se cristalizar em pseudo-história quando o público perde a capacidade de distinguir a crítica política do fato biográfico. O cavalo, nesse contexto, é apenas a hipérbole final de uma campanha de séculos para pintar a Rússia e seus governantes como “bárbaros” e “incivilizados” aos olhos do Ocidente.

Vale ressaltar também as realizações que essa cortina de fumaça tenta esconder. Sob o comando de Catarina, a Rússia anexou a Crimeia, partilhou a Polônia (um ato de realpolitik brutal, mas estrategicamente vantajoso para a Rússia na época) e abriu o Mar Negro para a navegação russa. Ela reformou o sistema legal com sua “Nakaz” (Instrução), tentou melhorar o sistema educacional e fundou o Instituto Smolny, a primeira instituição de ensino superior para mulheres na Europa. Esses feitos exigiam uma mente disciplinada, uma ética de trabalho incansável e uma capacidade de liderança que não condiz com a imagem de uma libertina descontrolada e irracional que a lenda sugere. A Catarina histórica passava seus dias analisando relatórios e escrevendo cartas diplomáticas, não frequentando estábulos para fins ilícitos.

É, portanto, um dever da historiografia contemporânea separar o joio do trigo e confrontar essas narrativas sensacionalistas. A persistência do mito diz mais sobre a sociedade que o consome do que sobre a mulher que o inspirou. Revela nosso desconforto coletivo com mulheres poderosas e nossa prontidão em acreditar no pior sobre elas, especialmente quando o assunto envolve sua autonomia sexual. Catarina viveu como uma mulher livre em um tempo que exigia submissão feminina; ela tomou o poder, tomou amantes e tomou territórios. Essa audácia foi punida com a maior pena que a história pode impor: a distorção da memória.

Em última análise, Catarina, a Grande, deve ser lembrada não pela mentira humilhante de sua morte, mas pela magnitude extraordinária de sua vida. Ela foi uma autocrata esclarecida que transformou a Rússia de um reino periférico em uma superpotência europeia. Seu verdadeiro “crime”, aos olhos de seus inimigos, não foi a perversão, mas o sucesso. Ao rejeitarmos o mito do cavalo e focarmos nos fatos documentados, não apenas corrigimos um erro histórico, mas também restauramos a complexidade humana de uma das governantes mais capazes que o mundo já viu, permitindo que ela descanse, finalmente, longe das calúnias que a perseguiram por mais de dois séculos.


Caterina II di Russia, conosciuta in tutto il mondo come Caterina la Grande, rimane una delle figure più imponenti e affascinanti della storia europea. Governando il vasto Impero russo per oltre tre decenni alla fine del XVIII secolo, fu responsabile di un’età dell’oro che espanse i confini, modernizzò l’amministrazione statale e promosse le arti e l’Illuminismo. Tuttavia, nonostante la sua astuzia politica e il suo acuto intelletto, l’eredità di Caterina è spesso oscurata da un mito grottesco e persistente che non ha nulla a che fare con i suoi decreti o le sue battaglie. Si tratta della leggenda metropolitana, completamente infondata, secondo cui l’imperatrice incontrò la sua tragica e bizzarra fine mentre tentava di avere rapporti intimi con un cavallo. Questa narrazione, sebbene assurda, ha messo radici nell’immaginario popolare, trasformando una sovrana complessa in un bersaglio del ridicolo storico.

Per comprendere la portata di questa invenzione, è necessario affrontare il contenuto della diceria con la dovuta cautela e distacco critico. La storia, circolata clandestinamente dopo la sua morte, sosteneva che Caterina avesse ordinato la costruzione di uno speciale meccanismo di supporto per sostenere l’animale sopra di sé. Secondo questa maligna invenzione, il dispositivo si ruppe nel momento cruciale, schiacciando la monarca sotto il peso del cavallo. È fondamentale chiarire, fin dall’inizio, che non esiste alcuna prova storica, cartella clinica o testimonianza oculare che conferisca credibilità a questo scenario. Al contrario, tutti i documenti ufficiali e i resoconti di persone vicine alla corte confermano che questa storia fu un’invenzione successiva, creata con la specifica intenzione di umiliare la memoria di una donna che osò detenere un potere assoluto in un mondo dominato dagli uomini.

La verità sulla morte di Caterina, avvenuta nel novembre del 1796, è molto più prosaica e coerente con la realtà medica di una donna di 67 anni. La mattina della sua morte, l’imperatrice si alzò presto, come era sua abitudine, bevve il caffè e si recò nel suo camerino per le sue necessità mattutine. Preoccupati per il suo eccessivo ritardo, i suoi attendenti entrarono infine nella stanza e la trovarono sdraiata sul pavimento, con il viso arrossato e il respiro affannoso. Il medico di corte, il dottor John Rogerson, fu immediatamente convocato e diagnosticò quella che allora veniva chiamata apoplessia, e che oggi identifichiamo come un grave ictus. Caterina non riprese mai conoscenza, rimanendo in coma e morendo serenamente nel suo letto la notte seguente, circondata dai suoi servi e successori, lontana da qualsiasi creatura di stalla o equino.

L’origine di questo famigerato mito non risiede nei fatti, ma piuttosto nella virulenta propaganda politica dell’epoca, proveniente in particolare dalla Francia rivoluzionaria e dagli aristocratici polacchi risentiti dalle politiche espansionistiche russe. Caterina era vista da molti in Europa non solo come una monarca formidabile, ma anche come un’usurpatrice, essendo salita al trono dopo la deposizione e la morte sospetta del marito, Pietro III. Inoltre, la sua ferma opposizione alla Rivoluzione francese la rese un bersaglio privilegiato per i libellisti repubblicani di Parigi. A quel tempo, la diffamazione sessuale era un’arma politica standard; attaccare la moralità sessuale di una regina era il modo più efficace per delegittimarne l’autorità politica. Maria Antonietta in Francia subì simili campagne diffamatorie, con accuse altrettanto vili e false sulla sua vita privata.

È innegabile che la vita intima di Caterina fornisse vere e proprie munizioni ai suoi detrattori, sebbene nulla che si avvicinasse alla bestialità. L’imperatrice era nota per aver avuto numerosi favoriti ufficiali, uomini che non solo condividevano il suo letto, ma che spesso raggiungevano posizioni di potere nel governo e nell’esercito, come il famoso Grigorij Potëmkin. Si stima che nel corso della sua vita abbia avuto circa dodici amanti importanti, un numero che, se attribuito a un re maschio della stessa epoca – come Luigi XIV o Enrico VIII – sarebbe considerato modesto o addirittura scontato. Tuttavia, essendo una donna che deteneva il potere supremo senza un marito al suo fianco, il suo appetito, sia politico che personale, fu demonizzato ed esagerato fino a proporzioni mostruose nelle mani dei suoi nemici.

Il mito del cavallo, quindi, funge da caso di studio sulla misoginia storica e sul modo in cui la sessualità femminile al potere viene trattata come qualcosa di pericoloso e innaturale. La narrazione non cercava solo di affermare che Caterina fosse “immorale”, ma di disumanizzarla completamente, suggerendo che la sua “fame” fosse così insaziabile che nessun uomo umano poteva soddisfarla, costringendola a ricorrere alle bestie. Questa è una brutale metafora della paura che i suoi contemporanei maschi nutrivano nei confronti della sua vorace ambizione e competenza. Riducendola a una figura di umorismo osceno, i propagandisti tentarono di neutralizzare la minaccia che rappresentava per l’ordine patriarcale costituito, trasformando “la Grande” Caterina in una caricatura della perversione.

Oltre alla Francia, anche la nobiltà di corte russa ebbe un ruolo nella diffusione di pettegolezzi, spesso alimentati dal figlio ed erede di Caterina, l’imperatore Paolo I. Paolo odiava sua madre, che riteneva responsabile della morte del padre e dell’usurpazione del trono che riteneva gli spettasse di diritto. Durante il suo breve regno, tentò di screditare molte delle opere di Caterina e non fece alcuno sforzo per proteggere la sua memoria dalle diffamazioni che circolavano nei salotti europei. L’atmosfera di intrighi di palazzo a San Pietroburgo fu terreno fertile per la creazione di leggende oscure, dove i sussurri sulle “prove” a cui erano sottoposti gli amanti di Caterina – presumibilmente verificate dalle sue dame di compagnia – si trasformarono in racconti fantastici di assoluta depravazione.

Storicamente, è interessante notare come la leggenda abbia guadagnato terreno e sia sopravvissuta per secoli, molto tempo dopo che il contesto politico originale era svanito. In parte ciò è dovuto alla natura sconvolgente del racconto; Il tabù implicito è così estremo da garantire che la storia venga ripetuta, anche solo come una morbosa curiosità. Tuttavia, storici moderni e biografi autorevoli, come Simon Sebag Montefiore e Robert K. Massie, si sono dedicati a smantellare queste fallacie, restituendo dignità e umanità a Caterina. Mostrano una donna che, sì, cercava affetto e compagnia – spesso pagandoli a caro prezzo – ma la cui vita ruotava essenzialmente attorno all’amministrazione di un impero complesso, alla corrispondenza con filosofi come Voltaire e Diderot e alla collezione d’arte che avrebbe costituito la base del Museo dell’Hermitage.

Analizzando la cronologia delle voci, diventa chiaro che le versioni più grottesche della morte di Caterina hanno trovato riscontro sulla stampa solo anni dopo la sua scomparsa. Durante la sua vita, fu spesso ritratta nelle caricature britanniche e francesi come una donna dai grandi appetiti, che divorava gli imperi vicini come se fossero pasti, in una fusione simbolica di gola e lussuria territoriale. Il passaggio da questa metafora politica alla leggenda letterale del cavallo dimostra come la satira possa cristallizzarsi in pseudo-storia quando il pubblico perde la capacità di distinguere la critica politica dai fatti biografici. Il cavallo, in questo contesto, è solo l’iperbole finale di una campagna secolare volta a dipingere la Russia e i suoi governanti come “barbari” e “incivili” agli occhi dell’Occidente.

Vale anche la pena sottolineare i successi che questa cortina fumogena cerca di nascondere. Sotto il governo di Caterina, la Russia annesse la Crimea, spartì la Polonia (un brutale atto di realpolitik, ma strategicamente vantaggioso per la Russia all’epoca) e aprì il Mar Nero alla navigazione russa. Riformò il sistema giudiziario con il suo “Nakaz” (Istruzione), tentò di migliorare il sistema educativo e fondò l’Istituto Smolny, la prima istituzione di istruzione superiore per donne in Europa. Questi successi richiedevano una mente disciplinata, un’incrollabile etica del lavoro e una capacità di leadership che non si allinea con l’immagine di una libertina incontrollata e irrazionale che la leggenda suggerisce. La Caterina storica trascorreva le sue giornate analizzando resoconti e scrivendo lettere diplomatiche, non frequentando stalle per scopi illeciti.

È quindi dovere della storiografia contemporanea separare il grano dalla pula e affrontare queste narrazioni sensazionalistiche. La persistenza del mito dice più sulla società che lo consuma che sulla donna che lo ha ispirato. Rivela il nostro disagio collettivo nei confronti delle donne potenti e la nostra propensione a credere al peggio su di loro, soprattutto quando l’argomento riguarda la loro autonomia sessuale. Caterina visse da donna libera in un’epoca che esigeva la sottomissione femminile; prese il potere, si procurò amanti e conquistò territori. Questa audacia fu punita con la pena più grande che la storia possa imporre: la distorsione della memoria.

In definitiva, Caterina la Grande dovrebbe essere ricordata non per l’umiliante menzogna della sua morte, ma per la straordinaria portata della sua vita. Fu un’autocrate illuminata che trasformò la Russia da un regno periferico a una superpotenza europea. Il suo vero “crimine”, agli occhi dei suoi nemici, non fu la perversione, ma il successo. Rifiutando il mito del cavallo e concentrandoci sui fatti documentati, non solo correggiamo un errore storico, ma restituiamo anche la complessità umana di uno dei governanti più capaci che il mondo abbia mai visto, permettendole di riposare finalmente in pace dalla calunnia che l’ha perseguitata per oltre due secoli.

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Sou Fabio Russo, desenvolvedor e administrador do site Artesanato Total desde 2015. A mais de 25 anos trabalho com diversos nichos de sites na Internet, sempre presando a qualidade em todos os projetos.

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