Medjugorje permanece, há décadas, como um farol de luz em um mundo envolto em sombras, um local sagrado onde a distância entre o Céu e a Terra parece desaparecer completamente, permitindo que o divino toque a humanidade de forma tangível.
A atmosfera espiritual que envolve este pequeno vilarejo não é apenas fruto da devoção popular, mas a resposta viva a um fenômeno que desafia a ciência e converte corações. Recentemente, uma mensagem transmitida por Nossa Senhora, Rainha da Paz, através do vidente Ivan Dragicevic, trouxe um novo sentido de urgência e gravidade que abalou as estruturas espirituais de todos os que acompanham estas aparições. Ivan, que recebe as visitas celestiais e se torna o porta-voz da Mãe de Deus, transmitiu palavras que não são meros conselhos, mas diretrizes vitais para a sobrevivência espiritual nestes tempos conturbados. A mensagem ressoa como um trombeta, alertando que o tempo da graça é um presente finito e que a humanidade se encontra numa encruzilhada decisiva. A revelação contida nestas palavras toca profundamente nas profecias e segredos que pairam sobre Medjugorje, sugerindo que a humanidade deve despertar imediatamente do seu letargo moral e espiritual.
Nesta comunicação extraordinária entregue a Ivan Dragicevic, a Virgem Santíssima inicia com uma declaração de profunda teologia e ternura materna, afirmando que o Altíssimo, em Sua infinita bondade e misericórdia, permitiu que Ela permanecesse entre nós para nos guiar pelo caminho da paz. Esta afirmação sublinha que a presença de Maria não é acidental, mas um plano deliberado da Providência Divina para resgatar uma geração que perdeu o rumo. Nossa Senhora reconhece, com gratidão, que muitos filhos responderam ao Seu chamado inicial e já estão inseridos numa vida de oração constante, tornando-se pequenas luzes em meio à escuridão. No entanto, o tom da mensagem muda para uma preocupação dolorosa ao constatar que ainda existe uma vasta multidão de criaturas humanas que vivem sem paz e, o que é mais trágico, desconhecem completamente o amor de Deus. A paz a que Ela se refere não é apenas a ausência de guerra, mas a plenitude da presença de Deus na alma, algo que muitos ainda não experimentaram. Portanto, o apelo central reitera-se com vigor: “Filhinhos, rezem e amem”. Estas duas ações, rezar e amar, são apresentadas não como opções, mas como a única via possível para a restauração da dignidade humana e a salvação das almas que vagam sem destino.
Aprofundando o Seu pedido, a Rainha da Paz, através de Ivan, oferece uma estratégia concreta para combater o mal e a solidão que assolam a sociedade moderna: a criação de grupos de oração. O pedido é específico e carrega uma intenção comunitária vital; Ela nos exorta a criar grupos para encorajar uns aos outros para o bem. Em um mundo onde o individualismo impera e o isolamento se tornou a norma, a Virgem Maria convoca os seus exércitos a se reunirem fisicamente. Ela sabe que a fé vivida isoladamente corre o risco de esfriar, enquanto a fé partilhada se fortalece e se expande. O objetivo destes grupos não é apenas a recitação mecânica de fórmulas, mas o estabelecimento de uma fraternidade espiritual que encoraja a prática do bem. Nossa Senhora sela este pedido com uma promessa reconfortante e poderosa: “Estou com vocês e oro pela conversão de vocês”. Esta garantia da presença mariana nos grupos de oração é o pilar que sustenta a esperança dos fiéis, assegurando que, onde quer que se reúnam em Seu nome e no nome do Seu Filho, o Céu se fará presente, operando milagres de conversão e cura interior.
É fundamental compreender a dimensão prática e doméstica deste apelo trazido por Ivan Dragicevic. Nossa Senhora está pedindo, com clareza cristalina, que cada fiel se torne um promotor da oração comunitária, independentemente das circunstâncias externas. Não é necessário aguardar a disponibilidade de uma igreja, de uma capela ou de um grande templo; se o acesso a estes locais for difícil ou impossível, a instrução é simples: faça na sua casa. O lar deve transformar-se num santuário, numa “igreja doméstica”. O convite deve ser estendido a todos: chame as pessoas para rezar o Santo Terço, para meditar as Escrituras Sagradas, chame as crianças, os jovens, os vizinhos e até aqueles que parecem distantes da fé. A mensagem é um imperativo para romper a vergonha e o medo humano, encorajando-nos a criar momentos de oração que sirvam de refúgio e fortalecimento mútuo. Ao fazê-lo, estamos a construir barricadas espirituais contra o mal e a criar oásis de paz onde as pessoas podem reencontrar o sentido da vida e serem encorajadas a praticar o bem, contrariando a correnteza de ódio e indiferença que permeia o mundo atual.
Em consonância com a urgência dos tempos, a mensagem aborda um fenômeno contemporâneo que preocupa o Céu: a virtualização da fé. No mundo de hoje, observa-se que muitas pessoas limitam a sua vida espiritual à participação em orações apenas online, através de computadores ou telemóveis, numa passividade confortável. Embora a tecnologia possa ser uma ferramenta, Nossa Senhora, através de Ivan, pede especificamente o retorno ao grupo de oração presencial. Há uma graça insubstituível no encontro face a face, na união de vozes que se elevam juntas num mesmo espaço físico. Se você conhece algum grupo de oração no seu bairro, numa localidade próxima ou na sua cidade, o mandato é unir-se a essas pessoas. Se participava de um grupo e, por algum motivo, se afastou, o convite materno é para regressar agora. A presença física fortalece o Corpo Místico de Cristo. A Virgem garante a Sua presença de uma forma especial nessas reuniões, e há uma certeza espiritual de que, no momento em que você pisa num grupo de oração e começa a clamar, graças especiais são derramadas não apenas sobre você, mas sobre toda a sua família, tocando corações endurecidos que, à distância, pareciam inacessíveis.
A promessa de Jesus, “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles”, ganha uma nova força com esta mensagem de Ivan. A simplicidade é a chave: comece com uma pessoa, com duas, com três; não espere multidões para iniciar a obra de Deus. A eficácia da oração não está nos números, mas na sinceridade e na união dos corações. Se não existe um grupo, crie um; se já existe, participe ativamente. O que Nossa Senhora deseja ardentemente é que estejamos unidos e reunidos em oração, formando uma rede de intercessão que cubra o planeta. Quantas vezes, através da dinâmica de um grupo de oração, Deus fala de maneira surpreendente através de uma música inspirada, de uma profecia, ou através de um irmão simples que está a partilhar ou a pregar a Palavra do Senhor? O Espírito Santo utiliza a comunidade como canal de graça e revelação. Ignorar o chamado para a vida comunitária é privar-se de uma das fontes mais ricas de crescimento espiritual e discernimento que Deus disponibilizou para estes tempos finais.
O fator tempo é um elemento crucial e inquietante nesta comunicação. “O tempo é agora”, como Nossa Senhora enfatizou ao dizer que há muitos que não têm paz e não conhecem o amor de Deus. Não podemos adiar a nossa conversão e a nossa ação apostólica. Nossa Senhora conta com a ajuda de cada um de nós, com a ajuda de Ivan, com a minha e a sua ajuda, para alcançar aqueles que estão à beira do abismo. Aqui, a conexão com os avisos da vidente Mirjana torna-se inevitável e aterrorizante para os despreparados. Mirjana exortou, em diversas ocasiões, que as pessoas devem preparar-se para o início dos segredos, e definiu essa preparação como sinônimo de conversão radical. Ela foi categórica ao afirmar que é necessário rezar muito, mas que a oração deve ser acompanhada de sacrifícios. Precisamos fazer sacrifícios o máximo possível, ajudar as pessoas o máximo que pudermos e fazer tudo isso rápido. A pressa de Nossa Senhora não é ansiedade, mas a consciência de uma Mãe que vê o perigo iminente que os seus filhos ignoram.
A gravidade da situação é sublinhada pela afirmação de que somos, de fato, “obrigados” a nos preparar, não por uma imposição tirânica, mas pela necessidade de sobrevivência da alma. Nossa Senhora não apenas pede; a mensagem transmitida por Ivan e corroborada pelos outros videntes sugere que Ela implora a todos que se convertam. Ela implora que rezemos incessantemente, especialmente por aqueles que não creem, pois estes “não fazem ideia do que os espera”. Esta frase, carregada de um mistério profético, aponta para eventos futuros de purificação e justiça que apanharão muitos de surpresa. O véu que separa o tempo da misericórdia do tempo da justiça está a tornar-se cada vez mais tênue. O que está em jogo é o destino eterno das almas. Aqueles que vivem como se Deus não existisse caminham para um futuro de dor inimaginável, e é dever dos que ouviram o chamado de Medjugorje intercederem e oferecerem sacrifícios para mitigar os sofrimentos vindouros e alcançar a misericórdia divina para os pecadores antes que os segredos sejam revelados ao mundo.
Finalmente, a mensagem culmina no pedido de profundidade e interioridade: a oração com o coração. Nossa Senhora, através de Ivan Dragicevic, deseja que a nossa oração não seja um balbuciar de palavras vazias, mas um diálogo profundo com Deus, uma imersão na alma. No momento da oração, devemos encontrar dentro de nós esse Deus maravilhoso, permitindo que Ele transforme o nosso ser. Somente quando encontramos Deus dentro de nós é que somos capazes de irradiar a Sua luz para fora, fazendo com que outras pessoas conheçam e se apaixonem por esse Deus que habita em nós. A evangelização, portanto, torna-se um transbordamento dessa experiência interior. O chamado é totalizante: requer conversão, ação comunitária, urgência, sacrifício e uma intimidade profunda com o Criador. Medjugorje não é apenas um lugar no mapa, mas um evento escatológico em curso, e a mensagem entregue a Ivan é um ultimato de amor que exige uma resposta imediata de toda a humanidade, antes que os selos dos segredos sejam abertos e a história humana mude irreversivelmente.