Ano após ano, somos testemunhas oculares de um ciclo que se repete com uma intensidade cada vez mais alarmante em nossa nação: o desfile de escolas de samba e a aglomeração de blocos de rua que, sob o pretexto de manifestação cultural ou artística, promovem verdadeiras profanações contra a fé cristã.
Vemos imagens sagradas de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santíssima Virgem Maria e de outros símbolos veneráveis sendo ridicularizados, distorcidos e expostos ao escárnio público. Diante de tal cenário, uma parcela significativa da sociedade, anestesiada pelo espírito do mundo, tenta justificar tais atos afirmando que “isto é apenas arte” ou “é apenas uma brincadeira inofensiva de carnaval”. No entanto, meus irmãos, é preciso discernir a gravidade do que está diante de nós: com o sagrado não se brinca. As coisas santas, aquelas que pertencem a Deus e foram separadas para a Sua glória, jamais devem ser objeto de zombaria ou de uso profano. A banalização do sagrado é um sinal terrível de decadência espiritual, e precisamos compreender que não existe “brincadeira” quando se trata de ofender o Criador.
Muitos desconhecem as profundezas das trevas que operam nos bastidores dessas festividades. Vocês não têm ideia da quantidade de rituais ocultos que são realizados neste período, onde pessoas, cegas pela ambição e pelo desejo desenfreado de poder ou prazer, chegam a fazer grandes pactos com Satanás. Buscam, através dessas alianças nefastas, vitórias terrenas, sucessos passageiros e fama, conquistas que, sob a perspectiva da eternidade, não valem absolutamente nada e custam o preço de suas almas. A situação é gravíssima, meus amados, não apenas para os indivíduos que se perdem, mas para a coletividade, pois tais atos atraem para o nosso país uma carga espiritual maligna de proporções gigantescas. Quando o ocultismo é celebrado nas ruas e a idolatria é televisionada como entretenimento, abrem-se brechas espirituais profundas sobre o território nacional, permitindo que influências demoníacas se instalem e operem livremente, trazendo consequências devastadoras para a vida de todos.
A razão pela qual insistimos que esta situação é de extrema gravidade reside na própria advertência das Sagradas Escrituras, que são claras e inegociáveis. A Palavra de Deus nos alerta, de maneira contundente, sobre o perigo iminente de se escarnecer do Altíssimo. Na Carta aos Gálatas, capítulo 6, versículo 7, o apóstolo Paulo nos exorta: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá”. Este princípio espiritual é imutável e aplica-se tanto a indivíduos quanto a nações inteiras. Quando o nosso Brasil, ou qualquer outra nação, permite institucionalmente essa zombaria, e pior, quando a população aplaude a ridicularização do Criador e das coisas sagradas, estamos coletivamente semeando ventos de juízo. Uma nação que consente com a profanação está, voluntariamente, plantando sementes de sua própria destruição moral e espiritual, e a colheita, inevitavelmente, virá na forma de sofrimento e desordem.
Para compreendermos a extensão desse perigo, basta olharmos para a história da salvação registrada no Antigo Testamento. Cidades como Sodoma e Gomorra não foram destruídas por acaso, mas por causa de sua imoralidade obstinada e de sua rebelião aberta contra a ordem divina. Por outro lado, a misericórdia de Deus está sempre disponível, como vemos em Segunda Crônicas, capítulo 7, versículo 14, onde o Senhor promete: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”. Contudo, o oposto também é uma verdade terrível: se não houver humilhação e conversão, a terra não será sarada. O pecado, especialmente esse tipo de escárnio público e ritualístico que domina o carnaval brasileiro, atrai maldições sobre a terra. Estamos trocando a bênção da cura pela maldição do juízo ao permitirmos tais abominações.
A gravidade do momento atual é ratificada pelas mensagens do Céu trazidas à terra por Nossa Senhora. Em Fátima, Portugal, no ano de 1917, a Virgem Maria apareceu aos três pastorinhos com mensagens urgentes para a humanidade. Em uma de suas revelações, transmitida especialmente através da pequena Santa Jacinta Marto, Nossa Senhora disse uma frase que deve ecoar em nossos ouvidos hoje: “Os pecados que levam mais almas para o inferno são os pecados da carne”. O carnaval, em sua essência atual, tornou-se a apoteose desses pecados. É um período onde a impureza é exaltada e a castidade é ridicularizada. O pecado, meus irmãos, nunca é apenas uma escolha isolada ou pessoal; ele tem um poder de contágio, contaminando famílias, comunidades, cidades e o país inteiro. Por causa do pecado público de alguns, toda a sociedade sofre as consequências, pagando um preço alto pela degradação moral coletiva.
Para ilustrar como o pecado alheio nos afeta, imaginem a seguinte situação: você vai a um local e compra uma bebida, acreditando que ela saciará sua sede. De repente, você começa a passar mal. Outra pessoa, que também comprou a mesma bebida, sente os mesmos sintomas, e assim sucessivamente, várias pessoas adoecem. Você fez algo intencional para passar mal? Não. Você foi apenas uma vítima de alguém que, com má intenção, contaminou aquela fonte. O pecado social funciona exatamente assim. Por trás dessa “festa”, existem forças e intenções malignas que envenenam a atmosfera espiritual do Brasil. Você, que talvez estivesse buscando viver sua vida tranquilamente, acaba sendo atingido pela violência, pela desestruturação familiar e pelo caos social que são frutos diretos desse “veneno” espiritual disseminado pela libertinagem e pela idolatria. O inocente muitas vezes paga pela maldade desenfreada do ímpio, e é por isso que não podemos nos calar.
Reflitamos sobre o que diz o livro de Provérbios, capítulo 14, versículo 34: “A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos”. Quando o Brasil se entrega desenfreadamente ao carnaval, com suas orgias, sua idolatria explícita e suas blasfêmias, estamos convidando forças espirituais negativas para governar sobre nós. Estamos transformando nossa nação em uma vergonha espiritual. Isso se refere diretamente aos pecados contra a pureza e à imoralidade sexual, que nestes dias explodem de forma explícita nas ruas e na mídia. E quem são as maiores vítimas silenciosas desse descalabro? As nossas crianças. Elas observam tudo isso, absorvem essas imagens e começam a acreditar que a vulgaridade é o normal, que o desrespeito ao corpo é aceitável. A inocência dos pequeninos está sendo roubada diante dos nossos olhos.
É motivo de uma dor imensa no Coração de Deus e no Imaculado Coração de Maria ver pais e mães que se dizem católicos e cristãos vestirem seus filhos e filhas com fantasias que exaltam a sensualidade precoce ou personagens demoníacos. Vocês sabem do que estou falando. Isso é uma contradição abissal com a fé que professamos. Por favor, eu suplico a você que está lendo ou ouvindo esta mensagem: ajude a despertar as consciências. Se você é cristão, não vista seu filho com roupas que ofendem a pureza; não entregue a alma de sua família ao espírito do mundo. Precisamos ter a coragem de alertar as pessoas, sem medo de sermos julgados, pois a salvação das almas e a proteção das nossas crianças são mais importantes do que a aprovação social. Deixe seu comentário, posicione-se, pois o silêncio dos bons é o que permite o avanço do mal.
Mas, graças a Deus, nem tudo está perdido. No nosso imenso Brasil, existe um povo remanescente que dobra os joelhos e clama. Nestes dias sombrios de carnaval, acontecerão grandes retiros espirituais de “Carnaval com Cristo” e encontros de oração por todo o país. O meu conselho espiritual para você é: retire-se do barulho do mundo. Se não puder ir a um retiro fechado, vá à paróquia mais próxima, busque a Adoração ao Santíssimo Sacramento, faça atos de reparação. Vamos glorificar a Deus enquanto o mundo o ofende. Vamos rezar pelo Brasil, clamando para que a misericórdia triunfe sobre o juízo. As consequências deste mal semeado serão grandes, mas se nos unirmos em oração, jejum e penitência, o Senhor ouvirá o nosso clamor e poderá mitigar os sofrimentos que virão.
Portanto, peço encarecidamente que compartilhe esta mensagem o máximo que puder. Esta é uma batalha espiritual e a informação é uma arma de luz. Deixe sua interação, ajude a espalhar este alerta. Disponibilizo também artigos e produtos religiosos que podem auxiliar na sua vida de piedade e na proteção do seu lar; busquem fortalecer-se com os sacramentais e com a sã doutrina. Que Deus abençoe a todos vocês e nos guarde. Vamos ouvir o apelo aflito do Céu. Vamos fazer a necessária reparação ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria. Isto é o que é agradável a Deus e é o único caminho para proteger o nosso Brasil do que está por vir. Rezemos, vigiem e confiem na misericórdia divina.