O que os soldados Assírios realmente faziam com mulheres de inimigos capturadas vai te dar nojo.

O que os soldados Assírios realmente faziam com mulheres de inimigos capturadas vai te dar nojo.

A Realidade Oculta: O Destino das Cautivas no Império Assírio

Quando estudamos a história das grandes potências da Antiguidade, poucas civilizações despertam um misto tão intenso de fascínio e repulsa quanto o Império Neoassírio.

O que os soldados Assírios realmente faziam com mulheres de inimigos capturadas vai te dar nojo.

Conhecidos como os mestres da guerra na Mesopotâmia, os assírios não apenas conquistaram territórios vastos, mas aperfeiçoaram a utilização do medo como uma arma psicológica de destruição em massa. No entanto, enquanto os registros históricos e os relevos esculpidos em pedra muitas vezes destacam o destino sombrio dos reis e guerreiros derrotados, há um capítulo ainda mais doloroso e frequentemente silenciado nessas narrativas: o que realmente acontecia com as mulheres das populações subjugadas. Para além das execuções públicas, o destino dessas civis era traçado por uma política de desumanização calculada, projetada para extinguir a identidade dos povos conquistados e alimentar a insaciável máquina imperial.

Para compreender a gravidade do tratamento dispensado às mulheres capturadas, é fundamental entender primeiro a mentalidade militar assíria. Para os reis de Nínive e Assur, a crueldade não era apenas um ato de sadismo gratuito, mas uma ferramenta estratégica de política externa. A reputação de brutalidade viajava mais rápido que os seus exércitos; o objetivo era fazer com que cidades inteiras se rendessem antes mesmo de a primeira flecha ser disparada. Nesse contexto, as mulheres não eram vistas apenas como civis inocentes, mas como recursos valiosos e símbolos da derrota moral de seus inimigos. A captura das esposas, filhas e mães dos opositores representava a quebra final da estrutura social do inimigo, uma mensagem clara de que os deuses daquela nação haviam falhado em protegê-las diante do poderio assírio.

Uma das práticas mais sistemáticas e devastadoras implementadas pelos assírios foi a deportação em massa, um fenômeno que alterou a demografia do Oriente Médio antigo para sempre. Mulheres e crianças formavam a maior parte dessas colunas de desterrados. Imagine ser arrancada de sua terra natal, forçada a marchar centenas ou até milhares de quilômetros sob condições climáticas extremas, muitas vezes descalça e com poucos mantimentos. Essa tática visava desenraizar completamente as populações, misturando grupos étnicos diferentes em terras estranhas para que perdessem seu senso de identidade nacional e, consequentemente, sua vontade de rebelar-se. Nos relevos antigos, vemos fileiras intermináveis de famílias sendo conduzidas para o exílio, uma representação artística que esconde o sofrimento físico e emocional inimaginável de caminhar para o desconhecido, sabendo que nunca mais veriam seus lares.

Uma vez capturadas, o status jurídico e social dessas mulheres sofria uma transformação imediata e terrível: elas deixavam de ser pessoas livres para se tornarem “despojos de guerra”. Essa categorização é fundamental para entender o horror de sua situação, pois, aos olhos do Estado assírio, elas passavam a ser propriedade do império. Elas eram distribuídas entre a elite militar, os templos e a corte real, servindo como mão de obra escrava para sustentar a economia do conquistador. O trabalho forçado a que eram submetidas variava desde a servidão doméstica nos palácios até o trabalho extenuante na agricultura ou na produção têxtil. A vida de uma mulher capturada tornava-se uma existência de servidão perpétua, onde sua força de trabalho era explorada até a exaustão para o engrandecimento de seus algozes.

Embora os escribas assírios fossem meticulosos ao detalhar as punições físicas infligidas aos homens que resistiam, eles mantinham um silêncio perturbador, porém sugestivo, sobre os abusos de natureza íntima sofridos pelas mulheres. No entanto, a análise histórica moderna e a leitura das entrelinhas dos textos antigos deixam claro que a integridade física e a dignidade dessas mulheres eram violadas sistematicamente. A mentalidade da época considerava a posse das mulheres do inimigo como um direito do vencedor. Portanto, é historicamente aceito que a violência contra a dignidade feminina era uma prática onipresente, utilizada para humilhar os homens derrotados e afirmar o domínio total dos conquistadores sobre a população subjugada. Não era necessário escrever os detalhes; a simples menção de que foram “tomadas” já carregava um peso implícito de sofrimento extremo.

Esse tratamento brutal servia também a um propósito biopolítico: a dissolução da linhagem do inimigo. Ao tomar as mulheres para si, os assírios não apenas as exploravam no presente, mas garantiam que a próxima geração não pertenceria aos povos conquistados. Filhos nascidos dessas uniões forçadas ou criados no ambiente do cativeiro seriam educados como assírios, leais ao rei e aos deuses do império. Essa era uma forma de genocídio cultural lento e silencioso. A mulher capturada, portanto, enfrentava a dor dupla de perder sua liberdade e de ver sua descendência ser absorvida pela cultura que destruiu sua família e sua cidade, apagando efetivamente a memória de seu povo da face da terra.

Em casos onde a resistência de uma cidade sitiada havia sido particularmente feroz ou prolongada, a fúria assíria não conhecia limites, e a “utilidade” da mão de obra escrava dava lugar à punição capital coletiva. Existem registros de cidades onde a população foi dizimada sem distinção. Embora fosse mais comum poupar mulheres e crianças por seu valor econômico como escravos, em situações de “castigo exemplar”, o massacre poderia ser generalizado. Nesses cenários apocalípticos, a vida humana perdia qualquer valor, e o objetivo passava a ser a erradicação total da presença daquele povo, deixando para trás apenas ruínas fumegantes como aviso para outras nações que ousassem desafiar a hegemonia assíria.

A vida nos haréns reais ou nas casas dos nobres, para aquelas que eram selecionadas para tais destinos, não deve ser romantizada de forma alguma. Longe de ser uma vida de luxo, era uma existência de vigilância constante e submissão absoluta. Muitas dessas mulheres eram nobres ou membros da realeza em suas terras de origem, acostumadas a ter poder e influência. Ser reduzida a um objeto de adorno ou a uma serva em uma terra estrangeira representava uma queda psicológica devastadora. Elas viviam em uma “gaiola de ouro” (quando tinham sorte), mas sempre sob a ameaça implícita de que, ao menor sinal de desobediência ou se deixassem de agradar seus senhores, poderiam ser descartadas ou enviadas para trabalhos muito mais árduos e degradantes.

A iconografia assíria, com seus relevos em palácios como os de Nínive e Nimrud, serve como uma janela para essa realidade, embora filtrada pela propaganda do estado. Vemos cenas de mulheres lamentando, rasgando suas vestes e jogando poeira sobre suas cabeças enquanto são levadas. Essas imagens foram esculpidas para demonstrar o poder do rei, mas hoje servem como testemunho da dor das vítimas. Diferente dos homens, que aparecem sendo combatidos ou punidos fisicamente, as mulheres são retratadas na passividade do desespero. O artista assírio queria mostrar que elas estavam “pacificadas” pelo terror, mas o que vemos é o retrato de um trauma coletivo, o momento exato em que a esperança se extinguia.

É importante notar também o papel dessas mulheres na economia do império. A máquina de guerra assíria era dispendiosa e precisava de recursos constantes. As mulheres deportadas eram essenciais para a produção de bens, especialmente na indústria têxtil, que era uma das bases do comércio antigo. Ao transformar populações inteiras em escravos estatais, os assírios criaram uma economia dependente da conquista contínua. As mulheres capturadas não eram apenas vítimas de violência; elas eram engrenagens forçadas que mantinham o império funcionando. O pão que alimentava os soldados e as roupas que vestiam a nobreza eram, muitas vezes, frutos do suor e das lágrimas dessas cativas.

O impacto psicológico sobre as sobreviventes dessas deportações e abusos é difícil de mensurar com precisão milênios depois, mas podemos inferir através de textos bíblicos e crônicas de outros povos que o trauma era geracional. O “Terror Assírio” deixou cicatrizes profundas na psique do Oriente Médio Antigo. Relatos de profetas bíblicos, por exemplo, descrevem a Assíria com uma linguagem carregada de horror e repulsa, focando frequentemente no sofrimento das mulheres como a expressão máxima da catástrofe. A vergonha, a dor e a perda de autonomia das mulheres tornaram-se símbolos da queda de uma nação, perpetuando a memória da crueldade assíria muito tempo depois de o próprio império ter ruído.

Em última análise, ao olharmos para o destino das mulheres capturadas pelos assírios, somos confrontados com a face mais sombria da natureza humana e do poder imperial desenfreado. O que elas sofriam ia muito além da violência física; era uma anulação completa do ser. Elas perdiam sua pátria, sua liberdade, seus corpos e, eventualmente, sua história. A “nojenta” realidade mencionada no início não se refere apenas aos atos físicos de abuso, mas à frieza burocrática e sistemática com que vidas humanas eram tratadas como mercadoria descartável. Estudar esse aspecto da história é vital não para satisfazer uma curiosidade mórbida, mas para reconhecer e honrar a memória daquelas que foram silenciadas pela brutalidade da guerra na antiguidade.

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Sou Fabio Russo, desenvolvedor e administrador do site Artesanato Total desde 2015. A mais de 25 anos trabalho com diversos nichos de sites na Internet, sempre presando a qualidade em todos os projetos.

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